Abuso Sexual de mulheres por padre no Brasil.
O título acima é o título da tese de Regina Jurkewicz, coordenadora da ONG Católicas pelo Direito de Decidir. O PDF de quase duzentas páginas pode ser acesso
https://sapientia.pucsp.br/handle/handle/2012
Podem procurar o NUDEM - NÚCLEO ESPECIAL DE DIREITO DA MULHER E DE VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA: http://www.defensoria.rj.def.br/Cidadao/NUDEM
Tel. 21-2332-6371
Emails:
nudem@dpge.rj.gov.br
https://sapientia.pucsp.br/handle/handle/2012
Em entrevista à Época, diz Regina:
A Igreja sempre torce pelo silêncio, quando esse silencio não acontece eles afasta ou troca o Padre de paróquia. Temos que denunciar eles na DEAM.O padre que abusa tem uma proteção institucional que os outros homens não têm. Homens não-padres estão mais sujeitos às leis civis. O padre também está, porque antes de ser padre é um cidadão. Mas o que acontece na prática é que a Igreja brasileira fez a escolha do silêncio. E, assim, acoberta fortemente o sacerdote. O bispo ou superior se preocupam em conversar com ele, mas é uma conversa no sentido de compreendê-lo, de saber se está disposto a pedir perdão a Deus e se reconciliar. Dificilmente ele será afastado do sacerdócio. Todos os esforços da cúpula são para que o caso não saia das paredes da instituição. Uma das vítimas com quem conversei contou o crime ao superior do sacerdote que a violentou. O superior lhe disse que era sabido que o padre em questão tinha problemas com as mulheres, mas que na Igreja há uma orientação para que os problemas sejam resolvidos internamente. Em suas palavras, ”irmão tem de acolher irmão”. Então era preciso evitar a denúncia e o escândalo. A pesquisa mostrou que esse é o procedimento-padrão. O escândalo é o grande medo. A Igreja quer ter o privilégio de não se submeter às leis do Estado. E consegue.
Podem procurar o NUDEM - NÚCLEO ESPECIAL DE DIREITO DA MULHER E DE VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA: http://www.defensoria.rj.def.br/Cidadao/NUDEM
Tel. 21-2332-6371
Emails:
nudem@dpge.rj.gov.br

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